terça-feira, 19 de abril de 2011

Chega ao Brasil livro-bomba sobre futebol


                                                           Da Redação

Andrew Jennings, um dos melhores repórteres investigativos da Inglaterra, com matérias publicadas pelos principais jornais britânicos e pela BBC, é o autor de  "Foul! The Secret World of Fifa: Bribes. Vote-rigging and Ticket Scandals". O livro foi lançado recentemente no Brasil pela Panda Books e ganhou o título de "Jogo Sujo - O Mundo Secreto da Fifa: compra de votos e escândalo de ingressos". Faltou o "suborno" do título original, mas "Jogo Sujo" certamente é mais instigante que "Falta!". Imperdível para quem gosta de futebol e se interessa pelo que vai além das quatro linhas.

O que diz Andrew Jennings na apresentação de "Jogo Sujo":

“Repórteres investigativos nem sempre vivem para ver os caras malvados receberem a merecida punição, mas o mundo inteiro assistiu ao desmantelamento da corrupção olímpica em 1998, quando o Senado dos Estados Unidos investigou o escândalo e fui convidado a depor como testemunha em Washington. Eu podia ter parado por aí. Mas foi então que recebi um telefonema de Colin Gibson, editor de esportes do Daily Mail, pedindo que eu desse uma olhada nas pessoas que comandam o futebol internacional. ‘Ah, Colin, pare com isso. O futebol é coisa graúda. Eu levaria anos para descobrir o que acontece dentro da Fifa.’ Levei anos. As coisas que descobri são tão estarrecedoras que até eu mesmo fiquei chocado. Alguns caras malvados passaram por lá − ou ainda estão lá − tirando tudo o que podem. O futebol ainda é um jogo bonito, é claro. Isso eles não podem roubar de nós. Mas, conforme você vai ler aqui, na Fifa acontecem negócios abomináveis. Eu gostaria que o futebol tivesse a liderança que merece. Nesse espírito, dedico este livro a todos os torcedores e fãs do futebol.”
O que já disseram sobre o livro:

“A Panda Books faz um gol histórico ao trazer para o Brasil o livraço de Andrew Jennings. Jennings é um destemido repórter inglês que brinca com as palavras para denunciar a sério, e na BBC, o nebuloso grande mundo do futebol.” (Juca Kfouri)

“Com a pontaria muito mais calibrada que a dos artilheiros da Copa do Mundo, o jornalista vai relatando casos de corrupção que apurou para produzir seu livro sobre a Fifa – mesmo sendo o único jornalista do mundo banido das coletivas da entidade desde 2003.” (O Estado de S. Paulo)

“Jennings se tornou o inimigo número 1 da Fifa, especialmente se seu presidente, Joseph Blatter.”
(Carta Capital)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Governo chileno aprova anúncios publicitários em livros didáticos


                                                           Opera Mundi

Só faltava essa!

Entre o abecedário e a tabuada, estudantes menores de 12 anos estão recebendo nas escolas privadas do Chile um bombardeio de propagandas feitas por empresas multinacionais, como a Claro, do setor de telefonia, a Monarch, fabricante de bicicletas, e a Nestlé, gigante mundial produtora de alimentos.

Os banners, jingles e reproduções de outdoors aparecem entre diálogos de personagens infantis e inseridos em exercícios de leitura em voz alta. As editoras do Chile dizem não receber nada pela propaganda e o Ministério da Educação define o conteúdo como exemplos de textos “autênticos e de circulação nacional”.

Em alguns livros, os anúncios aparecem em página inteira. Em outros, sites de empresas privadas estão indicados no final das lições, como sugestão de leitura para os estudantes.

Em um dos livros, o enunciado convida o estudante a cantar: “Meu primeiro Claro (celular) é a forma mais legal de falar com meus amigos. Meu primeiro Claro é estar longe e me sentir em casa. Se fala Claro, é claro que tem mais.” O conteúdo é apresentado como um modelo de texto publicitário para alunos da 5ª série.

Carmen Ureña, vice-diretora do Grupo Santilla Chile, uma das maiores editoras do país, diz que “a utilização de marcas reais nos textos de Linguagem e Comunicação não constitui de forma alguma publicidade porque a editora não recebe dinheiro destas empresas para que figurem no material pedagógico”. Mais do que isso, ela conta que foi a editora quem pediu autorização das empresas para usar suas campanhas.

Os produtos “anunciados” são justamente os direcionados para o público infantil – conhecido no mercado publicitário por seu grande poder de influência nas compras e pelo baixo senso crítico em relação aos anúncios.

Muitos pais deram entrevistas a meios de comunicação chilenos protestando contra o ocorrido. Eles lembram que, ao contrário de um canal de televisão, os estudantes não podem virar a página ou mudar de canal para fugir da propaganda.

A conivência do Ministério da Educação já tornou-se alvo de críticas da oposição. O atual governo do Chile teve início há um ano e, desde o começo, esteve marcado pelas ligações irregulares entre o presidente Sebastián Piñera e inúmeras empresas privadas. Piñera, que figura na lista dos homens mais ricos do mundo produzida pela revista Forbes, governou durante meses sem se desfazer das ações que detinha da empresa aérea LanChile, de uma emissora de TV, um jornal impresso e do clube de futebol Colo Colo.

“O Ministério da Educação aprovou textos escolares com publicidade de celulares, sucos, meias e outras coisas. Não será demais?”, provocou pelo Twitter a presidente do Partido Socialista, Carolina Tohá.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Três pensamentos de Balzac


O devedor é mais forte que o credor.
                              * * *
Quando todo mundo é corcunda, o porte ereto torna-se a monstruosidade.


                              * * *
A resignação é um suicídio cotidiano.

sexta-feira, 25 de março de 2011

CBL anuncia a maior mudança da história do Prêmio Jabuti

                                                                    Site da CBL

O Prêmio Jabuti chega a sua 53ª edição apresentando as mudanças mais significativas de sua história. Agora, ao invés de 21 categorias, a premiação terá 29 categorias. Além disso, será laureado apenas um livro por categoria (antes, eram premiados três livros). O objetivo da Câmara Brasileira do Livro (CBL) com as alterações é cobrir de forma mais adequada os diversos segmentos do crescente mercado editorial brasileiro e dar maior destaque aos vencedores da premiação em cada categoria.

As inscrições para o Prêmio Jabuti 2011 começam nesta quarta-feira, dia 23 de março. Podem concorrer a premiação deste ano apenas obras inéditas, editadas no Brasil, entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2010. A participação é aberta a editores, escritores, autores independentes, tradutores, ilustradores, produtores gráficos e designers. Mais informações e regulamento no site www.premiojabuti.org.br. Ano passado, a premiação alcançou recorde de inscritos (2.867) entre todas as edições do concurso.

Novas categorias

As 29 categorias que passam a fazer parte do Prêmio Jabuti são as seguintes: Melhor Tradução; Melhor Livro de Arquitetura e Urbanismo; Melhor Livro de Fotografia; Melhor Livro de Comunicação; Melhor Livro de Artes; Melhor Livro de Teoria/Crítica Literária; Melhor Projeto Gráfico; Melhor Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil; Melhor Ilustração; Melhor Livro de Ciências Exatas; Melhor Livro de Tecnologia e Informática; Melhor Livro de Educação; Melhor Livro de Psicologia e Psicanálise; Melhor Livro de Reportagem; Melhor Livro Didático e Paradidático; Melhor Livro de Economia, Administração e Negócios; Melhor Livro de Direito; Melhor Livro de Biografia; Melhor Capa; Melhor Livro de Poesia; Melhor Livro de Ciências Humanas; Melhor Livro de Ciências Naturais; Melhor Livro de Ciências da Saúde; Melhor Livro de Contos e Crônicas; Melhor Livro Infantil; Melhor Livro Juvenil; Melhor Livro de Romance; Melhor Livro de Turismo e Hotelaria; e Melhor Livro de Gastronomia.

Premiação

Em cada uma das 29 categorias haverá apenas um vencedor, que receberá o troféu Jabuti e um prêmio em dinheiro de 3 mil reais, de acordo com o novo regulamento – a escolha dos ganhadores é feita por um júri especializado em cada segmento concorrente.

Cada vencedor do prêmio de Livro do Ano de Ficção e Livro do Ano de Não-Ficção receberá 30 mil reais – a escolha de ambos é feita por um júri formado por profissionais do mercado editorial.

Calendário 2011

Início das inscrições – 23 de março.
Fim das Inscrições – 31 de maio.
Apuração dos votos da 1ª fase (quando são anunciados os 10 finalistas em cada categoria) – 13 de setembro.
Anúncio dos vencedores em cada categoria – 18 de outubro.
Cerimônia de premiação (Sala São Paulo) e anúncio dos ganhadores do Livro do Ano de Ficção e Livro do Ano de Não-Ficção – 30 de novembro.


História

Criado em 1958, o Prêmio Jabuti tem o objetivo de valorizar o trabalho de editores, escritores, ilustradores, tradutores e designers gráficos.

A estatueta do Jabuti foi confeccionada pela primeira vez no ano seguinte, em 1959, após concurso público entre escultores e artistas plásticos. A peça escolhida pertencia ao artista Bernardo Cid de Souza.
O primeiro vencedor do Prêmio Jabuti na categoria Romance foi Jorge Amado, com “Gabriela, Cravo e Canela”.

O Jabuti foi escolhido como símbolo do prêmio pela sua paciência e tenacidade, que o fazem sustentar uma convicção de que será o vencedor, não importa os obstáculos.

No início, o Prêmio Jabuti constava de apenas sete categorias: Literatura, Capa e Ilustração, Editor do Ano, Gráfico do Ano, Livreiro do Ano e Personalidade Literária. Até o ano passado, foram contempladas um total de 21 categorias, como Tradução, Ilustração, Capa e Projeto Gráfico, além das categorias tradicionais como Romance, Contos e Crônicas, Poesia, Reportagem, Biografia e Infantil-Juvenil.

As láureas livro do ano de ficção e livro do ano de não-ficção foram criadas em 1991 e 1993, respectivamente. Esses prêmios são revelados somente na noite da entrega da estatueta aos vencedores em cada categoria. Em 2010, os vencedores foram “Leite Derramado”, de Chico Buarque (Ficção) e "O Tempo e o Cão", de Maria Rita Kehl (Não-Ficção).

sábado, 19 de março de 2011

O universo sobrenatural de Ga-Rei no Brasil

                         
                                                                                  Da Redação
O ano de 2011 mal começou e a Editora JBC lança mais uma supernovidade do mangá. Depois do aguardado Code Geass e do premiado Summer Wars, os leitores brasileiros irão mergulhar no universo sobrenatural de Ga-Rei. Ao todo serão 12 volumes em formato tankobon que serão lançados em periodicidade mensal.

Criado por Hajime Segawa, o mangá segue um enredo recheado de aventura, comédia e romance, tudo misturado ao melhor do estilo terror japonês. Repleta de mistérios e seres sobrenaturais, a história de Ga-Rei se desenrola de forma dinâmica permeada por momentos hilários e de suspense asfixiante. E é nesse cenário que Kensuke Nimura tenta concretizar sua paixão pela Kagura, uma garota que foge completamente da normalidade. Na verdade, a jovem é uma caçadora de monstros que trabalha em segredo para o governo.

No Japão, Ga-Rei começou como histórias fechadas em 2005, na revista Shonen Ace, da editora Kadokawa Shoten. Com uma boa repercussão junto ao público, pouco tempo depois, o mangá passou a ser serializado, sendo concluído em 2010. Durante sua publicação no Japão, constou frequentemente nos rankings da Oricon e da Taiyosha, listando sempre entre os dez mais vendidos.

Em 2008, Segawa criou uma história paralela intitulada Ga-Rei: Tsuina no Sho. Em outubro do mesmo ano, várias emissoras japonesas passaram a exibir a versão da série em anime, denominada Ga-Rei Zero. Dirigido por Ei Aoki e produzido no estúdio AIC Spirits, trata-se de um prelúdio do mangá, cujo foco principal são os acontecimentos vividos por Kagura e uma alma maligna chamada Yomi. O anime rendeu ao todo 12 episódios.

Ga-Rei também chegará ao Canadá e Estados Unidos em 2011, é o que afirmou em agosto de 2010 a empresa Funimation Entertainment, que detém a licença da marca. Segundo ela, o anime será lançado em Blu-ray e DVD, e seus episódios traduzidos serão transmitidos no portal de vídeo oficial e no seu canal no Youtube.

A história

Com um misto de ação, comédia e romance, Ga-Rei tem como tema central o universo sobrenatural. O mangá conta a história de um estudante do Ensino Médio chamado Kensuke Nimura. Para o seu azar, ele consegue enxergar espíritos desde a infância. Por isso, nunca teve uma vida muito normal.

Como ele jamais soube de que forma lidar com as almas penadas, sempre tomava duas atitudes: tentava socá-las até que sumissem ou corria delas. E é numa dessas fugas que o estudante se envolve em um acidente e acaba conhecendo a caçadora de monstros conhecida como Kagura.

Posteriormente, ela será a sua colega de classe e a responsável por apresentar ao protagonista uma organização secreta especializada em ocultismo mantida pelo Ministério do Meio Ambiente. Assim, Kensuke conhecerá uma nova realidade, cheia de mistério e de seres estranhos que precisam ser combatidos.

Na luta contra espíritos malignos, Kagura possui um poder inigualável: um espectro branco chamado Shiro que surge quando a garota liberta o seu Ga-Rei (Devorador Espiritual). Já Kensuke contará com Michael, uma espada para exorcismo que tem a capacidade de escolher o seu dono.

Além de aprender a lutar contra almas diabólicas, o jovem herói precisará lidar com mais uma situação: a sua forte atração por Kagura. O problema é que a caçadora de criaturas sobrenaturais vem de uma linhagem sombria, cujos membros sacrificam suas almas para manter o poder chamado Byakuei. Um único erro basta para serem mortos pelas feras espectrais que controlam – por isso mesmo a garota não poderá se desvencilhar de seu destino como "sacrifício humano".


Ga-Rei – vol. 01                                                
Autor:
Hajime Segawa 
Número de edições: 12 volumes
Formato: 13,5 x 20,5 cm
Páginas: 200 páginas
Periodicidade: mensal
Gênero: aventura sobrenatural
Classificação etária: 14 anos
Preço: R$ 10,90
ISBN: 978-85-7787-370-8
Previsão de lançamento: 21/03/2011

sexta-feira, 18 de março de 2011

Bortolotto e as canções pra tocar no inferno


Da Redação

Mário Bortolotto decidiu juntar a paixão pela música com sua maior vocação, a de criar ficção, e lançou recentemente pela Editora Barcarolla o livro “DJ – Canções pra Tocar no Inferno”. A obra contém 25 contos, em boa parte inspirados em canções (que vão de surf-ballads a pérolas do blues, passando por clássicos do rock mundial), algumas anunciadas nos títulos, outras apenas insinuadas em textos mergulhados na cultura beatnik.
Os contos, claro, estão recheados de porres homéricos, mulheres, brigas, muito sexo e o humor ácido do escritor. Além de tocar de maneira peculiar nos traumas futebolísticos do povo brasileiro, percorrer becos escuros e bares de quinta categoria, sem deixar escapar o lirismo decadente e trágico da vida à margem, do mundo subterrâneo. 
Sobre o autor
Mário Bortolotto nasceu em Londrina (PR), em 1962. Considerado um dos grandes dramaturgos da atualidade, criou o grupo de teatro Cemitério de Automóveis no início dos anos 80. Como escritor, suas referências estão no universo beat, histórias em quadrinhos, cinema, blues e rock.

Em 2000 ganhou o Prêmio APCA pelo conjunto de sua obra e o Prêmio Shell de melhor autor pela peça “Nossa Vida não Vale um Chevrolet".
Além de escrever, dirigir e atuar em seus espetáculos, é vocalista e compositor das bandas Saco de Ratos Blues e Tempo Instável.

Vem aí o 2.o Congresso Internacional do Livro Digital

O 2º Congresso Internacional do Livro Digital – promovido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), que será realizado dias 26 e 27 de julho de 2011, em São Paulo  promoverá uma importante sessão de trabalhos científicos e acadêmicos.

O objetivo é estimular a divulgação de pesquisas e trabalhos empíricos ou conceituais e inéditos sobre os temas: Novos Modelos de Negócios relacionados aos livros digitais;
Aspectos de usabilidade de leitores digitais (e-readers); Bibliotecas Digitais; Aspectos educacionais dos livros digitais; Direitos autorais e Copyright; Marketing do livro digital; Redes sociais e livros digitais; O novo papel do editor; e outros trabalhos afins.

Os autores dos trabalhos aceitos para apresentação na sessão receberão a inscrição para a participação no congresso (uma inscrição por trabalho) e terão seus trabalhos publicados no site do evento.

Os dois melhores trabalhos apresentados receberão fast track para publicação na REGE – Revista de Gestão da USP.

O trabalho vencedor receberá o prêmio de R$ 1.000,00 e o segundo colocado R$ 500 (valores brutos).

Os coordenadores desta sessão do Congresso serão o Professor Cesar Alexandre de Souza (FEA/USP) e Daniel Pinsky (Comissão do Livro Digital/CBL).

O prazo final de envio dos trabalhos é dia 2 de maio de 2011 e o resultado será divulgado dia 2 de julho; a data de apresentação dos trabalhos será comunicada aos vencedores neste mesmo dia.

Os trabalhos devem ser enviados para os seguintes e.mails: calesou@usp.br com cópia para digital@cbl.org.br, em arquivo do MS-Word (2003 ou superior) e atender aos seguintes requisitos de formatação:

Papel A4 com margens: superior 3 cm, inferior 2 cm, direita 2 cm, esquerda 3 cm.

Fonte: Times New Roman, tamanho 12; espaçamento simples e parágrafo justificado

Páginas: mínimo de 8 páginas máximo de 16, incluindo a primeira (apenas título e resumo), tabelas, figuras, referências bibliográficas e notas de final de texto.

Citações e Referências: normas ABNT